domingo, 22 de abril de 2012
Narcisismo Utópico
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Suicídio Coletivo - Parte II
O suicídio não tem fim. Somos maus. Seres Humanos. O câncer do planeta. Destruímos tudo. Matamos tudo a nossa volta. Só precisa estar vivo. A planta. A árvore. O animal. Não temos controle nem sobre nossas vidas, mas achamos ter direito sobre a vida de outros. Egoístas.
Matamos plantas e árvores. Por necessidade: “- Precisamos de espaço.” - Desmatamos para abrirmos espaço para nossas casas. Nossos prédios. Indústrias. Campos de futebol. Campos de golfe. Matamos por prazer! Matamos animais. Por necessidade: “- Precisamos comer.” – Animais também precisam comer, mas não os vemos em rodízios de “coma o quanto puder”, “coma até explodir”! Matamos para nos satisfazer.
Matamos por prazer. Nos empanturramos de comida por prazer. Pescamos por prazer. Caçamos por prazer. Fazemos rodeios para nos divertir. Tudo para ostentarmos nossas habilidades. Nossos egos. Prendemos animais em gaiolas, em jaulas. Sem motivos. Matamos do maior e mais feroz animal até o mais minúsculo e frágil. Somos covardes. Envenenamos ratos. Baratas. Os esmagamos. Desde crianças, destruímos formigueiros para nos divertirmos ao vê-las correr. Não há justiça. Nunca vejo uma formiga gigante pisar em um ser humano. Destruir sua casa. Por diversão. Por vingança. Para assistir seu desespero. Rir.
Matamos nossos próprios pais. Irmãos. Nossa família. Nossos amigos. Ex-amores. Nossos semelhantes. Qualquer um que se põe em nosso caminho. Qualquer um que se opõe. Matamos por um time de futebol. Matamos por terras. Por posses. Por dinheiro. Por petróleo. Guerreamos. Decidimos que se o diálogo não funciona, o que estiver de pé no final, está certo.
Criamos armas: Espadas. Pistolas. Rifles. Metralhadoras. Canhões. Bazucas. Granadas. Bombas: Químicas. Atômicas. Nucleares. Perfuramos. Decapitamos. Explodimos. Matamos. Simples e rápido, como palavras.
E no ápice de toda matança, temos a audácia de nos intitularmos os “Salvadores da Terra”. Super-heróis, dizemos buscar paz. Preservar. Reciclar. Proteger a fauna. A flora. Evitar a poluição. Evitar o derretimento das geleiras. Os buracos da camada de ozônio. Evitar a destruição do nosso amado planeta. O planeta precisa de nós!
Narcisistas. Precisamos controlar tudo. Apenas nós podemos nos matar. Não estamos salvando a Terra. Na verdade, só tememos ser mortos pelo próprio planeta. O planeta não morre com poluição. Com radiação. Com bombas. O planeta não morrerá.
Tememos os tsunamis que os distúrbios que causamos podem acarretar. Tememos a mudança drástica de clima. Tememos não aguentar as consequências de nossos próprios atos. O planeta pode se chacoalhar e nos esmagar como formigas quando quiser. Temos sorte de estar vivos!
Nosso próprio corpo nos mata: Cria células cancerígenas. Cria tumores. Nos mata por dentro. Câncer. Doenças fatais. Autoimunes. Incuráveis. Merecemos. Somos pragas. Precisamos ser extirpados. Afinal, talvez haja alguma justiça. A Terra não precisa de nós.
domingo, 8 de abril de 2012
Verdade ou Mentira?
O que é verdade? O que é mentira? Um paradoxo.
Verdade é aquilo que é comprovado. Mas tudo o que é comprovado, antes não era, logo, era uma mentira. Mentira é aquilo que não se prova. A verdade não existiria sem a mentira.
A sua verdade pode não ser a minha verdade. Quem criou o mundo? Uma explosão inexplicável chamada Big Bang ou Deus, que ninguém nunca viu, é o Criador?
São duas verdades. Mas quem crê em uma dessas verdades, considera a outra mentira. Quem me garante que essas verdades são, de fato, verdades?
As pessoas acham que sabem tanto, mas nada sabem. Tudo que fazem é encontrar teorias, teses que deem o respaldo necessário para que possam acreditar em algo. Não importando realmente se é verdade ou mentira. Basta ser convincente o suficiente para acreditar.
A mentira é necessária. Mentir é necessário. É um instinto de sobrevivência. A saída mais fácil. O caminho mais curto. Animais mentem. Fingem-se de morto para escapar de seus predadores, se escondem, se camuflam. Se animais mentem, por que nós não mentiríamos?
Qual a diferença entre o verdadeiro e a ilusão? Não existe se você não sabe diferenciá-los. Como o amor e suas desilusões. E se de repente você percebesse que tudo o que você vive é uma ilusão? Logo, seu mundo, tudo o que você viveu e sentiu de forma tão real, não passou de uma miragem. Seu mundo não desmorona (porque ele, de fato, não existia), ele simplesmente desaparece.
O fato de não existir, não quer dizer que não foi real. Se uma mentira mexeu com seus sentimentos, então ela se tornou real. Você comprovou, pois você sentiu. Você sentiu o entorpecente e doce sabor da mentira, e em seguida sentiu o amargo e dolorido sabor da verdade. Qual você prefere?
Criamos nosso modo de vida, agimos com convicção porque acreditamos em algo. E se estivermos errados? E se o errado for certo? De repente, tudo em que acreditamos, perde o sentido. Perde o brilho. Perde a cor. Você enxerga preto e branco. Não parece certo. O que é certo? O seu certo pode não ser o meu.
A verdade, a mentira, o certo, o errado: Paradoxo.
Estamos presos numa rodinha, como um hamster. Comendo, engordando, correndo, emagrecendo, comendo, engordando, correndo e emagrecendo de novo. Por que é preciso acordar pra uma realidade ruim, se a ilusão é muito mais interessante? Por que acordar?
Não acorde. Não acordaremos. A nossa verdade é absoluta.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Suicídio Coletivo – Parte I
Todo mundo morre. É fato. Mas ao invés de aproveitarmos a vida, e a prolongarmos, estamos acelerando o processo. Morrendo antes da hora. Nos suicidando. Um verdadeiro suicídio coletivo.
Trabalhos que consomem toda a nossa energia. Estresse psicológico com efeitos físicos. Cabelos mudam de cor, caem. Marcas de expressão. Olheiras. Marcas de noites mal dormidas. São necessárias 8 horas de sono ao dia. – “Hahaha! Faz-me rir. Não tenho tempo pra dormir.”
Não temos tempo. Nos acostumamos a dormir pouco. A correr contra o relógio, que gira tão rápido quanto um ventilador. Tão rápido quanto a Terra. O tempo passa depressa. Voa! Minutos. Horas. Dias. Meses. Anos. Nem nos damos conta de que a vida está passando. Escorrendo entre nossos dedos, como a água que tentamos inutilmente segurar.
E continuamos com o suicídio: Poluímos. Poluímos o ar que respiramos. Poluímos a água que bebemos. Intoxicamos a comida natural que comemos. Trocamos a comida natural pela industrializada. Poluímos nossos próprios corpos. E nem nos damos conta de todo o mal que fazemos.
Corremos contra o tempo. Entupimos nossas artérias de gordura com lanches fast food de nome estranho. Não nos preocupamos: É tão bom! Nos sentimos bem. Não nos preocupamos . Nos satisfazemos. - E ficamos gordos. Obesos. Nos sentimos mal. Insatisfeitos. Então corremos novamente contra o tempo. Um círculo vicioso. Sem fim: Em busca de perfeição. Em busca do corpo perfeito de outrora. Corremos para academias. Cirurgias plásticas. Não ficamos satisfeitos. Nunca!
Destruímos a camada de ozônio para que a radiação do Sol nos queime. Destruímos as matas, para enchermos nossos pulmões com todo o gás carbônico produzido por nossos automóveis barulhentos. Ah, o delicioso dia-a-dia da cidade!
Seres humanos mesquinhos. Em busca do pote de ouro no fim do arco-íris. Em busca de mais e mais e mais! 3 vezes mais! 10 vezes mais! Buscando preencher o enorme vazio de nossas vidas. Eterna insatisfação. Compramos coisas que nunca nos fizeram falta, até as vermos em propagandas na TV. Consumismo. Capitalismo.
Então corremos novamente contra o tempo, em busca de mais dinheiro. Abrimos mão do final de semana. Fazemos hora extra. Vendemos a migalha restante de nosso tempo tão corrido. - “Ah, o dinheiro vale a pena.” – Vale a pena ter o dinheiro. Comprar algo que não se desfruta, pois a falta de tempo não deixa. – “Quero trabalhar pra fazer o que gosto” – Mas deixamos de fazer o que gostamos pra trabalhar. Estudamos pra trabalhar, trabalhamos pra estudar. Paradoxal.
O suicídio não tem fim. Estamos nos matando. E nem nos damos conta.