sexta-feira, 13 de abril de 2012

Suicídio Coletivo - Parte II

O suicídio não tem fim. Somos maus. Seres Humanos. O câncer do planeta. Destruímos tudo. Matamos tudo a nossa volta. Só precisa estar vivo. A planta. A árvore. O animal. Não temos controle nem sobre nossas vidas, mas achamos ter direito sobre a vida de outros. Egoístas.

Matamos plantas e árvores. Por necessidade: “- Precisamos de espaço.” - Desmatamos para abrirmos espaço para nossas casas. Nossos prédios. Indústrias. Campos de futebol. Campos de golfe. Matamos por prazer! Matamos animais. Por necessidade: “- Precisamos comer.” – Animais também precisam comer, mas não os vemos em rodízios de “coma o quanto puder”, “coma até explodir”! Matamos para nos satisfazer.

Matamos por prazer. Nos empanturramos de comida por prazer. Pescamos por prazer. Caçamos por prazer. Fazemos rodeios para nos divertir. Tudo para ostentarmos nossas habilidades. Nossos egos. Prendemos animais em gaiolas, em jaulas. Sem motivos. Matamos do maior e mais feroz animal até o mais minúsculo e frágil. Somos covardes. Envenenamos ratos. Baratas. Os esmagamos. Desde crianças, destruímos formigueiros para nos divertirmos ao vê-las correr. Não há justiça. Nunca vejo uma formiga gigante pisar em um ser humano. Destruir sua casa. Por diversão. Por vingança. Para assistir seu desespero. Rir.

Matamos nossos próprios pais. Irmãos. Nossa família. Nossos amigos. Ex-amores. Nossos semelhantes. Qualquer um que se põe em nosso caminho. Qualquer um que se opõe. Matamos por um time de futebol. Matamos por terras. Por posses. Por dinheiro. Por petróleo. Guerreamos. Decidimos que se o diálogo não funciona, o que estiver de pé no final, está certo.

Criamos armas: Espadas. Pistolas. Rifles. Metralhadoras. Canhões. Bazucas. Granadas. Bombas: Químicas. Atômicas. Nucleares. Perfuramos. Decapitamos. Explodimos. Matamos. Simples e rápido, como palavras.

E no ápice de toda matança, temos a audácia de nos intitularmos os “Salvadores da Terra”. Super-heróis, dizemos buscar paz. Preservar. Reciclar. Proteger a fauna. A flora. Evitar a poluição. Evitar o derretimento das geleiras. Os buracos da camada de ozônio. Evitar a destruição do nosso amado planeta. O planeta precisa de nós!

Narcisistas. Precisamos controlar tudo. Apenas nós podemos nos matar. Não estamos salvando a Terra. Na verdade, só tememos ser mortos pelo próprio planeta. O planeta não morre com poluição. Com radiação. Com bombas. O planeta não morrerá.

Tememos os tsunamis que os distúrbios que causamos podem acarretar. Tememos a mudança drástica de clima. Tememos não aguentar as consequências de nossos próprios atos. O planeta pode se chacoalhar e nos esmagar como formigas quando quiser. Temos sorte de estar vivos!

Nosso próprio corpo nos mata: Cria células cancerígenas. Cria tumores. Nos mata por dentro. Câncer. Doenças fatais. Autoimunes. Incuráveis. Merecemos. Somos pragas. Precisamos ser extirpados. Afinal, talvez haja alguma justiça. A Terra não precisa de nós.

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